Sylvia Colombo

Latinidades

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Sylvia Colombo acompanha o crescente intercâmbio cultural entre o Brasil e o resto da América Latina. No blog, traz novidades e tenta explicar o contexto político da região.

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Chavela canta Lorca

Por Sylvia Colombo

Se por um lado o mundo das artes do México está em luto pela morte do escritor Carlos Fuentes, por outro há razões para festa.

Acaba de ser lançado no país “La Luna Grande”, um disco-livro da veterana Chavela Vargas, 93, em que ela lê 18 poesias do espanhol Federico García Lorca (1898-1936), entre elas, “Romance de la Pena Negra” e “Yo Soy la Madre de Doña Rosita”. Há, também, duas músicas inéditas em homenagem ao poeta.

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Chavela é uma verdadeira instituição no México. A mais popular cantora do país tem êxito em diversas camadas sociais. Apesar de ter nascido na Costa Rica, deu nova vida à tradição ranchera mexicana. Algumas de suas canções são clássicos do cancioneiro local, como “La Llorona” e “Luz de Luna”.

Fez muito sucesso nos anos 1950. Foi amiga de ninguém menos que a pintora Frida Kahlo e do próprio García Lorca, além de ter conhecido o foragido líder comunista Leon Trotsky, em sua passagem final pelo México.

Depois de um período de baixa, foi redescoberta pelo cineasta Pedro Almodóvar, que a colocou em trilhas sonoras de seus filmes e subiu com ela aos palcos. A carreira de Chavela reengatou e ganhou projeção internacional.

“La Luna Grande” foi apresentado no Palácio de Bellas Artes da Cidade do México, por uma Chavela que já não anda e precisa ser amparada por uma cadeira de rodas. Para quem não a conhece, aqui um vídeo de Chavela cantando um de seus maiores sucessos, “Macorina”. A apresentação é de Almodóvar.

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